Fazia tempo que não jogava Cyclades e ao jogá-lo novamente lembrei por que gosto tanto desse jogo.

Ele é um jogo do Bruno Cathala, um dos meus designers preferidos, em parceria com o Ludovic Maublanc, e como muitos jogos do Cathala, ele consegue juntar regras simples com grande grau estratégico.

O tema de mitologia grega também é um dos pontos que me agrada muito, já que no jogo, somos um dos povos da Grécia antiga que tenta construir, ou conquistar, duas metrópoles pelas ilhas gregas.

partida rolando

Existem três formas de conseguir essas metrópoles, a primeira é construir as quatro edificações disponiveis e trocá-las por uma metrópole – desenvolvimento econômico, a segunda é juntar quatro cartas de filosofo e entao tambem trocá-las por uma metrópole – desenvolvimento intelectual, ou ainda conquistar uma metrópole de um oponente.

Apesar de controle de área ser a mecanica mais óbvia a se observar, o coração do jogo rola mesmo é no leilão!

Todas as ações que executamos na mesa é determinada pelos favores dos deuses e aquele que fizer a maior oferenda vai conquistá-lo na rodada. Essa conquista dos favores é feita num esquema de leilão onde a cada lance seu que é superado, faz com que voce seja obrigado a dar um lance em um outro deus diferente que voce está, e esse gerenciamento é muito bacana, pois voce pode, por exemplo, tentar inflacionar algum deus na esperança de ser superado e pegar um outro deus baratinho, ou já arriscar logo todas suas moedas naquele deus que voce quer muito. Essa mecanica de leilão é muito similar a usada no Amun-re e é uma das que mais me agrada.

área de jogo

Os deuses e a posição deles depende do número de jogadores e de um sorteio no início de rodada, com exceção de Apolo que é fixo e não exige uma oferenda. Apolo lhe fornece moedas e cornucópias, que são as fontes de renda do jogo. Além dele, temos Atena, que nos permite construir as universidades e nos dá uma carta de filósofo. Poseidon, que nos permite construir portos e aumentar e movimentar nossa frota naval. Ares, que nos permite construir uma fortaleza e aumentar e movimentar nossos exércitos e Zeus, que nos dá uma carta de sacerdote – que serve para descontos no leilão, e nos permite construir os templos – que nos dão desconto na compra de cartas de criaturas, além de permitir trocar essas cartas.

Além dos benefícios acima, os deuses, com exceção de Apolo, nos permites adquirir cartas de criaturas mitológicas que nos dão algumas habilidades. Alguma dessas criaturas são de uso único e imediato, como Pegasus ou o Satiro, outras são de uso permanente e tem até miniaturas próprias, como o Minotauro e a Medusa.

o kraken!

A arte do jogo é bem bonita e a as miniaturas, apesar de pequenas são detalhadas e representam de forma temática os exércitos da época.

Como disse antes, as regras são simples, mas o jogo é bem estratégico, por isso agrada mesa de gamers e de iniciantes no hobby. Um ponto a colocar que já vi gente reclamando, mas pra mim é uma das coisas legais do jogo, é que quando um jogador está próximo da vitória os outros tendem a focar suas ações contra ele, por isso, voce tem que ter uma estratégia solida, para ter uma estrutura forte para aguentar a pressão no fim do jogo.

Então junte a galera, glorifique os deuses do olimpo e domine Cyclades.