Sempre fui fã de O Senhor dos Anéis, mas nunca tinha jogado nenhum jogo de tabuleiro baseado na mitologia de Tolkien, então quando fiquei sabendo do reprint do A Guerra do Anel  pela Devir, resolvi rachar a compra dele com um amigo, já que ele é um jogo pra duas pessoas e não é um jogo barato – não caia na cilada de que ele roda bem em três ou quatro jogadores – e assim que chegou, já viu mesa!

Pessoal, que jogaço! Um jogo épico que representa de forma grandiosa a trilogia e suas batalhas pela Terra Média.

Cada jogador assume um dos lados, ou o dos Povos Livres ou o dos Exércitos das Sombras, liderados por Sauron e sua horda de orcs e uruk-hais – horda mesmo, pois o jogo vem com muitas miniaturas.

Ele é um jogo de combate tático e suas ações são definidas através de dados (belíssimos) ou cartas de combate adquiridas durante o jogo. Algumas ações possiveis são as de recrutamento, exército, personagem, politica, eventos ou ativar o temido Olho de Sauron.

Os embates são decididos em rolagens de dados (pobríssimos) baseado nas unidades e líderes presentes e nos modificadores das cartas de combate.

O mais legal é que ele é um jogo de controle de área, mas também possui a mecanica de movimentação escondida, o que se encaixa perfeitamente  com o tema do jogo, já que existem duas formas de vencer: a primeira é militarmente, conquistando uma certa quantidade de pontos ao controlar um certo numero de fortalezas ou cidades do adversário e dominar a Terra Média, outro é o jogador dos povos livres conseguir levar a Mordor, de forma furtiva, os portadores – Sam e Mr Frodo – destruir o Um Anel e dar inicio a Era dos Homens. Enquanto isso Sauron, através de seu olho que tudo ve, tenta achar e fazer com que os pequenos Hobbits sucumbam as tentações do Um Anel.

Quem acompanhou a saga vai se identificar muito com o jogo, o mapa representa as principais regiões da Terra Media, todos os personagens da Sociedade do Anel partem de Valfenda e cada um possui uma habilidade diferente, aos poucos a Sociedade vai se desfazendo e cada um tomando seu rumo na história e caso só sobre os pequeninos, Gollun vai aparecer e se juntar a eles.

Já o exército das Sombras pode invocar Saruman em Orthanc e contar com a galera de Isengard ou convocar os sulistas para que seus Olifantes esmaguem os malditos anões, tudo isso sob a liderança dos Nazgûl.

A Guerra do Anel tem uma produção lindíssima, talvez pudesse ter uma forma mais facil de identificar cada exército e melhorar os dados de combate. Ele possui regras complexas, mas de rapida assimilação e tem um player aid muito bom. O setup e o gameplay são longos e por isso exige dedicação, mas vale muito a experiencia, afinal a história da Terra Media não pode ser contada em duas horinhas.