Imagina um jogo de alocação de trabalhadores, onde você coloca um trabalhador e retira um recurso. Se você acha que Arquitetos é só isso, está muito enganado.

Em Arquitetos quanto mais você aloca trabalhadores num mesmo espaço, mais forte é a sua ação naquele local, seguindo meio que como uma progressão aritmética, no primeiro trabalhador na floresta, ganhe uma madeira, já no segundo, ganhe duas madeiras, e assim por diante.

Mas o mais legal em Arquitetos não é isso, mas sim no fato de que se um oponente começar a achar que voce esta ficando muito forte em algum lugar, ele pode simplesmente ir ao centro da cidade e pagar para a população local capturar os seus trabalhadores de lá, e depois, pode ainda enviá-los para a prisão no alto da torre do castelo e faturar com isso! Criando um “toma essa” difícil de encontrar em jogos desse tipo.

partida rolando

Diferente dos tradicionais jogos de alocação, não existe uma fase de “desalocar” os seus trabalhadores, por isso, em Arquitetos, todos já começam com todos os seus 20 meeples disponiveis para serem alocados, e a única forma de recuperá-los é capturá-los de volta, resgatá-los, ou molhar a mão do guarda para tirá-los da prisão. E esse gerenciamento torna o jogo bem legal.

Some a tudo isso, uma trilha de honra, a construção da catedral, outras construções que você faz que te dão pontos e benefícios, ajudantes que você contrata criando um engine pessoal, e o mercado negro, onde você dá aquela “roubadinha”, e você terá horas de diversão garantida.

O jogo adiciona ainda a possibilidade de se jogar com personagens com diferentes habilidades o que aumenta a rejogabilidade e me agrada demais.

tabuleiro principal

O design gráfico de Mihajlo Dimitrievski segue a mesma linha de seus “antecessores” Invasores e Exploradores do Mar do Norte, que também teem como designer Shem Phillips, e continua muito bonita e caricata.

Dificil não se empolgar e se divertir com esse jogo.