Quando ouço falar de jogo com construção de rotas com trens, logo vem a minha mente Martin Wallace. Autor de jogos excelentes como Brass, Railways of The World e London, dessa vez ele deixa um pouco de lado o tema industrial para trazer o terror e a fantasia da mitologia de Lovecraft.

Wallace já flertou com esse mundo em A Study in Emerald, baseado no conto de Neil Gaiman, mas em Auztralia ele acertou a mão!

A mecanica central do jogo é a de linha do tempo (como em Patchwork), onde dependendo da ação que você faz, mais tempo irá demorar para voce poder jogar novamente, que casa muito bem com o tema, já que construir uma malha ferroviária demora bem mais do que minerar.

tabuleiro de jogo

O jogo vai rolando tranquilo no começo, até que em certo momento, os Antigos despertam e aí tudo muda! Eles se tornam um novo jogador e em turnos alternados ocorrem eventos inesperados e eles podem se movimentar em direção às suas construções, destruindo tudo pela frente e até mesmo te eliminando do jogo quando atingem e destroem seu porto.

A ideia do jogo é voce coletar recursos, montar sua rede ferroviária, fazendas, recrutar ajudantes e, principalmente montar seu exercito para combater os antigos quando eles despertarem. O combate é resolvido retirando-se cartas de um deck que mostram quais unidades causam ou sofrem dano de cada tipo de criatura.

Ao passar dos turnos, os eventos são mais aterrorizantes e os Antigos mais ao norte do tabuleiro vão despertando e mais poderosos eles são, até que o tão temido Cthulhu pode aparecer!

o temido  Cthulhu 

Mesmo jogando Auztralia no modo competitivo (ele tem um modo co-op e solo que nunca joguei) não adianta ser o maior pontuador entre os jogadores da mesa, é preciso também fazer mais pontos que os Antigos, já que, como disse antes, a partir de um certo momento do jogo eles passam a ser um novo adversário que tambem pontua!

A localização de cada Antigo é secreta enquanto não são revelados e o setup inicial é aleatório garantindo assim sua rejogabilidade.

Auztralia é um jogo excelente e me arrisco a dizer que foi o melhor lançamento no Brasil em 2018!